terça-feira, 9 de outubro de 2007

A minha Guitarra...



Está zangada, eu sei.
A minha guitarra, coitada.
Está triste, magoada,
Diz-me que a abandonei.
Ao vê-la assim, pensei,
Que tinha toda a razão.
A minha ingratidão
Não tem conta nem medida.
Ela sem mim não tem vida
E eu sem ela, também não.

E eu sem ela também não
Consigo viver feliz.
A minha guitarra só quis
Livrar-me da solidão.
Despertou meu coração
Com as suas melodias
E tristezas, arrelias,
Pertencem já ao passado.
Com a guitarra e os Blues,
Sou feliz, todos os dias!

Andava eu mais uma vez na web durante uma das minhas pausas no estudo quando encontrei este texto de autor desconhecido, decidi "postar" aqui o poema pois poderia muito bem ter sido escrito por mim se eu por acaso tivesse a capacidade de exprimir certos sentimentos e ideias por palavras. E como estou agora cá por terras da zona de Lisboa e sinto algumas saudades de dar algum uso as minhas guitarras achei muito apropriado.
Como notinha de rodapé informo os leitores que enquanto tive a ideia de escrever este "post" estava eu a ouvir o tema While my guitar gently weeps dos Beatles, tema composto por George Harrison por isso achei bem deixar-vos aqui o vídeo da versão acústica...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Tenha sempre um saquinho a mão



Andava eu mais uma vez a "surfar" pelos vídeos desse famoso site de vídeos o "You Tube" quando encontrei este vídeo o qual achei muito divertido e também muito didatico, pelo menos para algumas pessoas; Principalmente para alguns pilotos que por ai andam e que levam os passageiros (ou passageiras) mais aventureiros e destemidos a dar umas "cambalhotas","trambolhões", "piruetas", "chouriçadas" ou como lá como preferirem chamar ás tentativas de fazer como deve ser as manobras de acrobacia mais simples. Temos aqui um piloto e o seu jovem passageiro aparentemente muito motivado e interessado, quem sabe se não virá ele mesmo a ser um aluno daqui a uns tempos. O piloto o qual me parece ser instrutor, pois esta a voar o avião do lado direito enquanto demonstra ao seu jovem passageiro as tais manobras de acrobacia dentro de um Cessna 152, sim a maioria de vocês pode não saber mas um dos aviões ditos de "escola" fabricados em maior quantidade no mundo inteiro é capaz de fazer manobras acrobáticas. Bem no decorrer do voo tudo é normal...mas á medida que as tais manobras vão sendo feitas as coisas começam a mudar de figura de uma maneira bastante previsível. O nosso entusiasmado passageiro começa a sentir-se ligeiramente indisposto e reparem na forma como o piloto lida com a situação de forma eficaz e muito profissional.
Como nota para os meus amigos pilotos que possam estar a ler este post devem ter em mente quando levarem uma passageira de mini-saia e começarem a fazer loopings e toneux para verem e apreciarem atentamente as pernas da passageira devem ter em atenção o conforto da menina ou senhora em causa, evitem a todo o custo os entusiasmos durante as "manobras" pois podem ser criadas algumas situações menos agradáveis e algumas até bem mais graves. Por isso incluam no vosso "pre-Flight check" a verificação da existência do saquinho de enjoo (de preferência não transparente) no interior da aeronave e em local bastante acessível.
Pois não queremos passageiras enjoadas que terminem um voo muito interessante e divertido com a cabeça metida num saco "a chamar pelo Gregório".
Alem do mais temos todos de zelar pelo conforto e segurança das passageiras...

High Flight



Oh! I have slipped the surly bonds of Earth
And danced the skies on laughter-silvered wings;
Sunward I've climbed and joined the tumbling mirth of sun-split clouds, – and done a hundred things
You have not dreamed of wheeled and soared and swung
High in the sunlit silence. Hov'ring there,
I've chased the shouting wind along, and flung
My eager craft through footless falls of air...
Up, up the long, delirious, burning blue
I've topped the wind-swept heights with easy grace
Where never lark, nor eer eagle flew –
And, while with silent lifting mind I've trod
The high, untrespassed sanctity of space,
Put out my hand and touched the face of God.

sábado, 6 de outubro de 2007


One can get a proper insight into the practice of flying only by actual flying experiments. . . . The manner in which we have to meet the irregularities of the wind, when soaring in the air, can only be learnt by being in the air itself. . . . The only way which leads us to a quick development in human flight is a systematic and energetic practice in actual flying experiments.

— Otto Lilienthal, 1896.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Fiat G-91 da Lago



Como provavelmente devem ter reparado este é o meu primeiro post relativo ao Flight Simulator da Microsoft, programa o qual eu utilizo bastantes vezes, em segundo ou terceiro lugar logo a seguir ao Windows.
Recebi este novo addon de mais uma aeronave para o Flight simulator e por ser muito recente o meu voo como test pilot nesta aeronave aqui ficam os meus comentários.
Este Fiat G91 da empresa de software italiana Lago é deveras interessante pois não é uma aeronave muito comum nas listas de addons do Flight Simulator, e aviso desde já que não me vou adiantar muito naquilo que diz respeito a operação da aeronave no mundo real, mas não posso deixar de referir o importante papel que a mesma desempenhou na Força aérea portuguesa ao longo de vários anos de serviço operacional.
No aspecto visual da aeronave não posso fazer grandes reparos, a mesma vem bem fornecida de vários esquemas de pintura e alguns bastante interessantes como podem ver nas duas fotos. No modelo visual eu pessoalmente acho que seria bom ter os G91 operados pela FAP com algum armamento debaixo das asas e também pelo menos um dos esquemas de pintura usados da guerra do ultramar. Isto tendo em conta que os únicos G91 a terem um baptismo de fogo em combate operacional foram os operados por Portugal na guerra de África, logo com valor histórico de inportancia penso que seria relevante a sua inclusão.
Uma das coisas que me surpreendeu mais neste avião foi o som da turbina, penso estar muito realista se bem que nunca estive sentado dentro do real com a turbina a "turbinar" mas tendo em conta as vezes que o vi e ouvi do lado de fora está quanto a mim bastante realista.
E outra coisa a qual achei muito interessante foi o facto de o piloto ter que ter muitos cuidados com a operação da turbina, pois este G91 simula de forma interessante os limites de operação da turbina, tendo o piloto de se empenhar muito para o "fogareiro" não se apagar. Por isso meus amigos, olhinhos nos instrumentos de motor e mãozinha esquerda sempre a jeito no Throtle, ok.
Como avião vocacionado também para missões CAP (Close air support) como seria de espera é bastante ágil quer a baixas , quer a altas altitudes, se bem que achei ser bastante permissivo em termos de operação de velocidades. acho que o modelo de voo está aerodinamicamente demasiado limpo, logo é lento a dissipar as velocidades o que quanto a mim neste avião não se torna muito realista por ter uma relação peso potencia melhor do que a que tem no mundo real. A Lago poderia de algum modo remediar esta característica menos boa se o modelo visual não tivesse os drop tanks.

PRÓS:
-Modelo visual
-Realismo da operação da turbina
-Bom cockpit

CONTRAS:
-Modelo de voo demasiado limpo aerodinamicamente
-Iluminação do cockpit não muito realista (mas eficaz no FS)
-Ausência de armamento no modelo visual

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Remember that night II


Caros amigos já tive tempo para ouvir e ver atentamente o novo DVD da ultima digressão do David Gilmour o qual como seria de esperar nada me decepcionou. Achei deveras mais interessante que o da digressão anterior o qual era num estilo mais intimista e acústico. Neste temos um Gilmour mais Floyd, mais eléctrico e que não fica nada atrás das digressões do Pulse. Gilmour é Gilmour com ou sem Roger Waters, claro que eu como verdadeiro fá dos Pink Floyd adoraria voltar a ver os 4 senhores todos juntos em palco como fizeram no Live Eight mas eu pessoalmente não acredito que volte a acontecer. Pois também acho que os Pink Floyd sem o Roger Waters não são a mesma coisa; sem qualquer desprestigio para ou outros três membros da banda.
Voltando ao DVD Remember that night, devo referir que gostei muito da interpretação do novo álbum a solo de David Gilmour chamado On an island, o qual não sendo um álbum comercial deveria na minha opinião ser mais publicitado nas rádios. No concerto do Royal ALbert Hall não poderiam faltar os temas antigos dos Pink Floyd como por exemplo o Echoes ou a Time os quais nos fazem viajar no tempo até aos anos 70 ou a locais místicos como Pompeia.
Claro que vale a pena referir a qualidade dos músicos que acompanham David nesta digressão e claro que não poderia faltar a referencia a presença em palco de outro membro dos Pink Floyd o senhor Rick Wright nos teclados.
Por isso se tiverem oportunidade ouçam e vejam este DVD, quer sejam fãs de longa data dos Pink Floyd,com ou sem Roger Waters (ou não); ou simplesmente tenham idade inferior a 30 anos e estejam agora a descobrir os novos caminhos a solo do "dono" das guitarras dos Floyd.